Vai deixar o medo de um “Bolica” te impedir ?
Não deixe o medo de um “Bolica” travar seu negócio. Aprenda a trabalhar o medo e descubra como crescer no varejo mesmo diante de desafios e problemas.
MENTALIDADE DE CRESCIMENTO
Felipe Weisshaar
3/26/20263 min read


Quantas vendas você já perdeu por evitar aparecer?
Quantas oportunidades deixaram de se concretizar porque o receio do julgamento travou sua vontade de contar, mostrar e ensinar?
Enquanto você escolhe o silêncio e se convence de que “não leva jeito para vídeo”, vários concorrentes, mesmo menos experientes, ganham espaço, encontram novos públicos e viram referência simplesmente por terem coragem de ser vistos. O medo de aparecer diante da câmera não protege — ele só garante uma coisa: o seu negócio vai se tornando cada vez mais invisível. E no mundo digital, quem não aparece… desaparece.
Por que o medo da câmera te bloqueia ?
Talvez você se veja dizendo:
“Minha voz é estranha”, “odeio ver meu próprio vídeo”, “não sou bom nisso, vão rir de mim”...
Esses pensamentos são normais e, sim, atingem do microempreendedor ao gestor de grandes empresas. Só que, enquanto uns travam, outros dão o primeiro passo e acabam se tornando referência, mesmo sem roteiro perfeito, sem iluminação incrível ou sem performance profissional.
Em um ambiente digital saturado, o cliente quer mais do que um produto: ele quer sentir confiança, enxergar quem está por trás do negócio e saber com quem está se conectando. Se você não dá esse passo, outro irá ocupar seu lugar.
O digital não espera e não perdoa a ausência.
Caso real: Brené Brown
Olhe o exemplo de Brené Brown:
Pesquisadora, evitava falar publicamente sobre emoções por medo de se mostrar vulnerável. Durante anos, escondeu sua faceta mais humana. Até que decidiu expor suas pesquisas — e sua própria luta com a vulnerabilidade — para o mundo.
Resultado? Sua palestra no TED se tornou uma das mais assistidas da história, e ela se tornou referência global em coragem, autenticidade e inteligência emocional. Hoje, impacta milhares de pessoas e empresas, mostrando na prática como transformar medo em conexão, influência e crescimento.
Coloque em Prática
Se você quer romper a barreira da exposição e usar seu rosto, sua história e sua experiência para crescer, alguns passos podem ajudar:
Grave sem aparecer (ainda!)
Comece mostrando imagens, produtos, ou gravando só com sua voz ao fundo. O foco é se acostumar com o formato, sem sentir o peso da exposição total. Storytelling funciona bem com fotos, bastidores, making off ou mostrando processos.
Respire, aceite o erro e seja imperfeito
Vídeos reais — com tropeços, autencidade e até nervosismo — criam identificação. As pessoas se conectam mais com quem mostra vulnerabilidade do que com quem busca perfeição.
Anote sentimentos antes e depois
Escrever como você se sente antes de gravar (ansiedade, receio, medo da crítica) e o que sentiu depois ajuda a transformar o desconforto em autoconhecimento, tornando cada nova gravação mais natural.
Compartilhe seu vídeo
Antes de postar, envie para um amigo, colega ou familiar. Peça feedback honesto e simples. Receber apoio e sugestões suaviza o medo de julgamento.
Vá aumentando o desafio
Comece com stories privados, depois vídeos para grupos pequenos ou clientes mais próximos. Só passe para o feed ou canal público quando o desconforto diminuir. O importante é caminhar etapa por etapa.
Crie rotina
Faça pelo menos um vídeo curto por semana — quanto mais frequente, mais natural fica sua relação com a câmera. Com o tempo, gravar deixará de ser um desafio e passará a ser mais uma ferramenta a seu favor.
Lembre-se: O público quer ver gente real
Ninguém acerta de primeira. O que conecta de verdade não é roteiro, mas a coragem de aparecer, dividir bastidores, errar, rir de si mesmo e aprender.
Vai dar medo no começo? Vai.
Vai ter crítica? Talvez.
Mas só se quebra a barreira da insegurança praticando — e percebendo que o cliente, no fundo, valoriza autenticidade acima de produção profissional.
Sempre que se esconder, pergunte-se: “Esse espaço que eu recuso pode ser ocupado por um concorrente menos preparado — só porque ele apareceu.”
O preço de não aparecer: invisibilidade e oportunidades perdidas
Cada vídeo, live ou story é um convite feito ao cliente: para lembrar de você, confiar e comprar. Ficar parado é aceitar que sua marca permaneça anônima, sempre desviada para aquela lista de “mais um igual” diante do consumidor.
Enquanto você optar pelo conforto do invisível, seu concorrente — que pode ser menos técnico, mas mais aberto — constrói audiência, gera envolvimento e converte.
A escolha é sua: continuar oculto ou aparecer
Chegou o momento de decidir:
Vai se manter invisível e ver oportunidades passarem, ou vai aceitar o desafio, gravar, errar, ajustar e conquistar novos clientes, reconhecimento e um crescimento que só aparece para quem se mostra?
O próximo passo é só seu: grave, poste, teste, aprenda. Não espere estar pronto. Aprenda em movimento — porque é fora da invisibilidade que os negócios (e as carreiras) crescem de verdade.


